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Contra boicote, ministério altera edital do Mais Médicos
21/07/2013
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=88238
Candidatos
em residência médica ou ligados ao Provab terão de comprovar que estão
desligamento desses programas para homologar inscrição
O Ministério da Saúde decidiu alterar o edital de seleção do programa
Mais Médicos para tentar evitar boicotes. Os candidatos que hoje estão
em alguma residência médica e aqueles ligados ao Programa de Valorização
do Profissional da Atenção Básica (Provab) terão de comprovar que estão
se desligando desses programas para homologar a inscrição. Ao mesmo
tempo, aqueles que confirmarem a inscrição mas desistirem do Mais
Médicos não poderão se inscrever de novo por seis meses.
Na semana passada, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pediu à
Polícia Federal (PF) que investigasse um suposto boicote ao Mais Médicos
que seria organizado pelas redes sociais. Profissionais estariam
combinando se inscrever no programa e desistir depois da homologação
para dificultar o processo de seleção. Nesta quinta-feira, 18 de julho, o
ministério confirmou que já foram registradas 11,7 mil inscrições desde
o dia 9, quando a expectativa era que as 11,4 mil vagas não fossem
preenchidas.
Alterações. As mudanças no processo de seleção passarão a vigorar na
segunda etapa da inscrição, quando os profissionais precisarão confirmar
o interesse pelo programa. De acordo com o ministério, os médicos
selecionados que hoje estejam no Provab - outro programa federal que
envia médicos para o interior - e também os que estejam cursando
Residências precisarão apresentar uma declaração por escrito de que
estão se desligando do projeto original e aderindo ao Mais Médicos. Além
da declaração, o ministério ainda confirmará esse desligamento com a
instituição de origem do candidato.
O novo edital também instituirá uma penalidade para aqueles que
desistirem em cima da hora, por qualquer razão. Por seis meses, o
candidato não poderá tentar novamente integrar o programa. A fase
inicial de inscrições encerra no dia 25. Depois, começará a fase de
homologação, mas ainda não há uma data fixada para isso. A intenção do
ministério e preencher as 11,4 mil vagas prioritariamente com médicos
brasileiros. Se sobrarem lugares, no entanto, o governo brasileiro
pretende apelar para contratações internacionais.
O programa enfrenta enorme resistência da classe médica, contrária
especialmente à contratação de estrangeiros. Apesar de o Brasil ter
apenas 1,8 médicos para cada mil habitantes - e a maioria concentrados
nas Regiões Sul e Sudeste - alega que o problema da saúde no País é
infraestrutura e não falta de profissionais especializados.
A estratégia do suposto boicote seria atrasar a "importação". O
Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou desconhecer qualquer
movimentação contra o Mais Médicos. Afirmou ainda que não partiu do CFM
nenhum comando para que inscrições fossem feitas em massa para posterior
descredenciamento.
(Lisandra Paraguassu/O Estado de S.Paulo)
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,contra-boicote-ministerio-altera-edital-do-mais-medicos,1054890,0.htm
(Portal G1)
em residência médica ou ligados ao Provab terão de comprovar que estão
desligamento desses programas para homologar inscrição
O Ministério da Saúde decidiu alterar o edital de seleção do programa
Mais Médicos para tentar evitar boicotes. Os candidatos que hoje estão
em alguma residência médica e aqueles ligados ao Programa de Valorização
do Profissional da Atenção Básica (Provab) terão de comprovar que estão
se desligando desses programas para homologar a inscrição. Ao mesmo
tempo, aqueles que confirmarem a inscrição mas desistirem do Mais
Médicos não poderão se inscrever de novo por seis meses.
Na semana passada, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pediu à
Polícia Federal (PF) que investigasse um suposto boicote ao Mais Médicos
que seria organizado pelas redes sociais. Profissionais estariam
combinando se inscrever no programa e desistir depois da homologação
para dificultar o processo de seleção. Nesta quinta-feira, 18 de julho, o
ministério confirmou que já foram registradas 11,7 mil inscrições desde
o dia 9, quando a expectativa era que as 11,4 mil vagas não fossem
preenchidas.
Alterações. As mudanças no processo de seleção passarão a vigorar na
segunda etapa da inscrição, quando os profissionais precisarão confirmar
o interesse pelo programa. De acordo com o ministério, os médicos
selecionados que hoje estejam no Provab - outro programa federal que
envia médicos para o interior - e também os que estejam cursando
Residências precisarão apresentar uma declaração por escrito de que
estão se desligando do projeto original e aderindo ao Mais Médicos. Além
da declaração, o ministério ainda confirmará esse desligamento com a
instituição de origem do candidato.
O novo edital também instituirá uma penalidade para aqueles que
desistirem em cima da hora, por qualquer razão. Por seis meses, o
candidato não poderá tentar novamente integrar o programa. A fase
inicial de inscrições encerra no dia 25. Depois, começará a fase de
homologação, mas ainda não há uma data fixada para isso. A intenção do
ministério e preencher as 11,4 mil vagas prioritariamente com médicos
brasileiros. Se sobrarem lugares, no entanto, o governo brasileiro
pretende apelar para contratações internacionais.
O programa enfrenta enorme resistência da classe médica, contrária
especialmente à contratação de estrangeiros. Apesar de o Brasil ter
apenas 1,8 médicos para cada mil habitantes - e a maioria concentrados
nas Regiões Sul e Sudeste - alega que o problema da saúde no País é
infraestrutura e não falta de profissionais especializados.
A estratégia do suposto boicote seria atrasar a "importação". O
Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou desconhecer qualquer
movimentação contra o Mais Médicos. Afirmou ainda que não partiu do CFM
nenhum comando para que inscrições fossem feitas em massa para posterior
descredenciamento.
(Lisandra Paraguassu/O Estado de S.Paulo)
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,contra-boicote-ministerio-altera-edital-do-mais-medicos,1054890,0.htm
(Portal G1)