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Centros de ensino de SP já contam com conexão de alta velocidade para rede acadêmica
21/08/2008
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58082
<P>Rede metropolitana paulista - que já conta com seis instituições - deverá se integrar à Rede Ipê, um pool nacional que reúne outras 400 entidades <BR><BR>Desde esta terça-feira (19), os centros de ensino e pesquisa da região metropolitana da cidade de São Paulo podem se interligar a uma rede capaz de transmitir rapidamente grande volume de informações. Em breve, essa rede metropolitana paulista - que já conta com seis instituições - deverá se integrar à Rede Ipê, um pool nacional que reúne outras 400 entidades.<BR><BR>Inaugurada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, a infra-estrutura de fibras ópticas de 145 quilômetros de extensão comporta a troca de dados a uma velocidade de 1 Gbps. Ela deverá facilitar e ampliar a divulgação de estudos científicos, integrando universidades e unidades de pesquisa que poderão compartilhar iniciativas de educação a distância e interagir por meio de videoconferências.<BR><BR>Segundo a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) do Ministério da Ciência e Tecnologia, redes semelhantes à inaugurada em São Paulo já existem em Belém (PA), Manaus (AM), Vitória (ES), Florianópolis (SC) e Natal (RN), além do Distrito Federal. Segundo o ministro, outras 13 redes comunitárias metropolitanas serão inauguradas até meados de 2009.<BR><BR>A Finep e o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (Nic.br) gastaram R$ 3,2 milhões para instalar, em São Paulo, parte da rede de fibra óptica (a infra-estrutura já instalada por empresas de telefonia também foi utilizada) e os equipamentos necessários à transmissão de dados em alta velocidade.<BR><BR>Para a reitora da Universidade de São Paulo (USP), Suely Vilela, a Rede Metropolitana permitirá às universidades manter diversos projetos de alta complexidade com outras instituições de ensino e pesquisa, fortalecendo a cooperação acadêmica e o desenvolvimento da ciência.<BR><BR>“Tenho certeza de que a rede irá beneficiar milhares de usuários, entre alunos de graduação e de pós-graduação, professores e funcionários de diversas instituições, em especial da USP”.<BR><BR>As sete instituições que já fazem parte da rede são o Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (Cefet-SP), o Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, o Nic.br, a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Federal do ABC (UFABC - Santo André).<BR><BR>Além da rede acadêmica de alta velocidade, também foram inaugurados quatro núcleos de telemedicina que irão se integrar à Rede Universitária de Telemedicina, uma iniciativa que busca aprimorar a infra-estrutura presente nos hospitais universitários e promover a integração dos projetos existentes no setor.<BR><BR>Os núcleos paulistanos funcionarão no Hospital São Paulo (da Unifesp), Hospital Universitário da USP, Hospital das Clínicas (da Faculdade de Medicina da USP) e no Instituto Dante Pazzanese.<BR><BR>Entre as atividades de telemedicina e telessaúde já realizadas pelas quatro instituições paulistanas destacam-se as sessões de telerradiologia, teleginecologia, telegeriatria, e teleurologia, em que são realizados debates, palestras e estudos de casos; o projeto Homem Virtual, onde são desenvolvidos modelos 3D em computação gráfica que permitem visualizar a anatomia e fisiologia de diversas partes do organismo humano, além dos conteúdos multimídia para Educação Médica Continuada a Distância e transmissões de técnicas cirúrgicas disponibilizadas pela Unifesp.<BR><BR>Para o ministro Sergio Rezende, a alta velocidade nas comunicações é uma importante ferramenta para democratizar o acesso à informação e ao conhecimento. “Ela permite um conjunto de iniciativas cada vez mais sofisticadas e talvez não dê nem para imaginar tudo que vai ser possível fazer com redes velozes daqui a dez ou 20 anos”.<BR><BR>Rezende informou ainda que já está negociando com os estados para que o projeto possa beneficiar cidades distantes dos grandes pólos.<BR><BR>“Estamos discutindo com os estados uma parceria para que possa haver uma interiorização desse processo. Não queremos ficar apenas nas capitais. Agora, o governo federal sozinho não vai conseguir fazer todos os investimentos necessários para poder espalhar essa malha por todo o país".<BR><BR>Rede permite que médicos troquem informações sobre procedimentos<BR><BR>O diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, afirma que as redes acadêmicas funcionam como uma internet especial, de alta velocidade, possibilitando a transmissão rápida de grande volume de informações.<BR><BR>O programa é desenvolvido pela Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável pela manutenção da infra-estrutura da Rede Ipê, uma estrutura acadêmica que integra instituições de ensino e pesquisa de todo o país por meio de um sistema de comunicação capaz de transmitir informações em alta velocidade.<BR><BR>Leia entrevista com Nelson Simões:<BR><BR>- Como funcionam e qual a importância das redes acadêmicas?<BR><BR>As redes de educação e pesquisa são como uma internet especial, de alta velocidade [a inaugurada na cidade de São Paulo deve atingir uma velocidade de 1 Gbps], ligando universidades e centros de pesquisa. Digo que são especiais porque elas são avançadas, contando com aplicações que não existem na internet banda larga que um usuário doméstico usa. Por meio delas, é possível transmitir todo um procedimento cirúrgico ou mesmo controlar, a distância, um telescópio.<BR><BR>- Então, para citarmos apenas um exemplo, núcleos de telemedicina como os inaugurados ontem, em São Paulo, seriam inviáveis sem essas redes ópticas para transmissão de dados em alta velocidade?<BR><BR>Seriam. Quando toda a Rede Universitária de Telemedicina estiver implementada, os hospitais de ensino ligados às universidades federais se integrarão à infra-estrutura de rede da RNP, transmitindo um grande volume de informações. Essas instituições estarão conectadas entre si e também com outras iniciativas de telessaúde, podendo realizar desde ações de educação de profissionais da área médica até a discussão de casos ou o atendimento para uma segunda opinião médica, tudo a distância.<BR><BR>- Quantas instituições de ensino já fazem parte da rede acadêmica nacional, a chamada Rede Ipê?<BR><BR>Hoje, há 400 instituições de todo o país ligadas à rede nacional, todas as universidades federais e Centros Federais de Educação Tecnológica [Cefets]. Os hospitais universitários federais também estão se integrando progressivamente.<BR><BR>- De que forma a tecnologia é aplicada por uma escola ou curso tecnológico?<BR><BR>Nos Cefets, é possível que uma escola simule em seus computadores, por meio de processamento gráfico, a geração de uma peça ou o design de um circuito e os transmita para outra escola. Essa tecnologia é uma ferramenta essencial em uma sociedade que depende cada vez mais de comunicação e de visualização da informação.<BR><BR>- E como as instituições de ensino de localidades em que essas redes ópticas de alta velocidade ainda não existem podem se integrar à rede nacional?<BR><BR>De uma forma mais precária. Às vezes, por meio de conexões de provedores privados, outras vezes, por meio de uma infra-estrutura implantada pela RNP ou por elas próprias, mas que tem menor capacidade de transmissão. Ou seja, há uma mistura de soluções com menor velocidade e pior qualidade. Para as novas aplicações de que falei, nós precisamos de uma rede muito avançada.<BR><BR>- Nesse primeiro momento, o projeto do Ministério da Ciência e Tecnologia é integrar pelo menos as 27 capitais. Como beneficiar as cidades afastadas dos grandes centros urbanos?<BR><BR>Nessa primeira etapa, nós queremos atacar as áreas mais densamente povoadas, as que concentram mais centros de pesquisa, mas já há um movimento de interiorização dessas redes. Atendendo ao desenvolvimento do Plano de Educação do Ministério da Educação, a RNP já vem integrando instituições de ensino do interior.<BR><BR>- E em que ritmo se dará essa “interiorização”?<BR><BR>Até 2010 serão criadas 150 novas escolas técnicas, a grande maioria delas em pólos regionais ou mesmo em cidades pequenas, todas distantes das capitais. E, gradativamente, esse nosso processo de integração vai atender também a esses pólos regionais. Hoje, já há dez redes semelhantes às das regiões metropolitanas sendo implantadas em cidades do interior, como, por exemplo, em Pelotas [RS], Campinas [SP], Petrópolis [RJ], onde há instituições importantes.<BR><BR>- E já há exemplos de sucesso no ramo da telemedicina?<BR><BR>Sim, há experiências muito boas de integração entre hospitais que realizam procedimentos complexos e médicos do interior que, sem os mesmos recursos, não conseguiriam dar um diagnóstico. Em Santa Catarina, onde já há um núcleo da Rede Universitária de Telemedicina no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Santa Catarina, as pessoas que vivem no interior e que precisam fazer um ultra-som podem fazê-lo em um posto integrado à rede estadual. Os laudos desse vídeo são então analisados por um professor que está na universidade, na capital do estado. O diagnóstico é muito preciso e, curioso, com isso aumentou a procura pelo serviço prestado nessa cidade, diminuindo a necessidade das pessoas se deslocarem até Florianópolis, o que significa uma economia brutal para o sistema.<BR><BR>- Como garantir os recursos necessários para ampliar todas essas iniciativas de que o senhor falou? Há risco de descontinuidade do programa?<BR><BR>Os Ministérios da Ciência e da Tecnologia e da Educação definiram isso como uma política de Estado para a integração desse sistema. Os recursos disponibilizados para atender a essas metas ambiciosas que vão se estabelecer ao longo dos anos vêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Há todo um planejamento e todas essas ações serão realizadas ao longo do tempo.<BR><FONT size=1>(Com informações da Agência Brasil)</FONT></P>
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<P><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58082"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58082</FONT></A><BR></P>