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USP retoma discussão sobre cotas raciais

27/09/2012 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=84315
Questão é debatida em reunião do Conselho Universitário da instituição.A Universidade de São Paulo (USP) voltou a discutir a adoção de cotas raciais no vestibular nesta terça-feira (25). A questão foi debatida em reunião do Conselho Universitário da instituição. A instituição adota atualmente um sistema de inclusão, o Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp), que dá bônus aos alunos advindos de escolas do ensino público, mas não há cotas para estudantes negros ou indígenas. Por meio de nota, a universidade divulgou que, após a reunião, "houve consenso quanto à promoção de amplo debate sobre inclusão social na USP, nos Órgãos Centrais e nas Unidades de Ensino e Pesquisa, bem como a realização de um grande seminário, em que a questão da inclusão social será discutida com maior profundidade e detalhamento com a comunidade universitária". "Se você comparar o Inclusp com outros programas de inclusão de outras universidades públicas do Brasil, vai descobrir que o Inclusp é o programa que menos inclui brancos pobres e menos inclui negros", disse o diretor executivo do Educafro, frei David Raimundo dos Santos, que participou de uma manifestação pró-cotas em frente ao prédio da Reitoria da USP. "Como é possível uma universidade se dar por satisfeita quando ela está em um estado onde há 36% de negros e nos cursos de medicina, odontologia e direito só entram 0,8% de negros? Como ela pode estar tranquila e o conselho pode reunir-se e não perceber esse equívoco?", questionou. Em 2012, 28% dos alunos que ingressaram na USP vieram da rede pública de ensino, de acordo com dados do Inclusp. O número corresponde a 3.038 vagas. Em 2011, o percentual de alunos egressos da rede pública era 25%. Os cursos com o maior percentual de alunos vindos do ensino público foram: farmácia-bioquímica (45,3%), letras (42,8%), pedagogia (40%), jornalismo (39%) e ciências sociais (34,5%). Todos os cursos, entretanto, tiveram matrículas de alunos oriundos do ensino público. Há pouco menos de um mês, a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas. As universidades terão quatro anos para se adaptarem ao texto. Atualmente, 88% dos alunos do ensino médio no Brasil frequentam a rede pública. São 891 mil, contra 246 mil em escolas privadas.(O Globo com informações da Agência Brasil)
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