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Brasil ganha posições em ranking sobre governo eletrônico

21/03/2012 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=81637
País subiu dois postos em lista organizada pela ONU para medir avanços na liberação de dados públicos aos cidadãos.
O Brasil ocupa a 59ª posição, de 193 países
avaliados, no ranking 2012 da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre
governo eletrônico. O País subiu duas posições em relação ao
levantamento feito há dois anos, segundo o Programa de Administração
Pública da ONU (DPADM, na sigla em inglês).
 
O ranking leva em consideração a capacidade e a vontade do setor
público de adotar tecnologia da informação e da comunicação para
melhorar o conhecimento e a disseminação da informação em benefício dos
cidadãos. A capacidade é demonstrada pelos esforços financeiros, de
infraestrutura e capital humano e também pelo poder regulatório e
administrativo do Estado. A vontade, por sua vez, é expressa pelo
compromisso do governo de prover informação e conhecimento aos cidadãos.
 
Os líderes - A Coreia do Sul lidera o ranking,
seguida por Holanda, Reino Unido, Dinamarca, Estados Unidos, França,
Suécia, Noruega, Finlândia e Cingapura. Em relação aos países
sul-americanos, o Brasil fica atrás de Chile (39.º lugar), Colômbia
(43.º), Uruguai (50.º) e Argentina (56.º). A pesquisa sobre governo
eletrônico, como lembra a entidade em sua página na internet, engloba o
contexto econômico e social dos países. Desde 2003 a ONU considera o
padrão geral e o grau de desenvolvimento de cada país.
 
O relatório do órgão da ONU destaca também que, por mais sofisticadas
que sejam as iniciativas do chamado "e-gov", elas provavelmente "não
contribuirão para o desenvolvimento se alcançarem apenas alguns poucos
privilegiados".
 
Na conclusão geral do estudo de 2012, os pesquisadores da ONU
sustentam que o progresso na prestação de serviços online continua na
maioria dos países em todo o mundo, e que muitos têm posto em prática
iniciativas de governo eletrônico para ampliar a eficiência do setor
público e acelerar os sistemas de governança.
 
"No clima de recessão do mundo atual, embora seja importante
continuar com a prestação de serviços, os governos devem cada vez mais
começar a repensar os termos de governo eletrônico - e governança
eletrônica - colocando maior ênfase no estabelecimento de vínculos
institucionais entre as estruturas de governo em uma tentativa de criar
sinergia para o desenvolvimento sustentável."
(O Estado de São Paulo)
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