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Mudanças na Provinha Brasil

21/03/2012 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=81631
Objetivo é identificar falhas no processo de alfabetização e tentar corrigi-las a tempo.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante,
anunciou ontem (19), em encontro com empresários em São Paulo, que irá
mudar o atual modelo da Provinha Brasil, para que sirva de instrumento
para aferir a alfabetização de crianças até oito anos de idade. O exame,
ainda sem data para começar, quer detectar se esses alunos estão
conseguindo aprender a ler.
 
Hoje, 15,2% das crianças no País acabam o período de alfabetização
sem saber ler ou escrever. O dado nacional esconde diferenças enormes
entre regiões e estados. Enquanto em Santa Catarina e no Paraná apenas
5% das crianças não estão alfabetizadas aos oito anos, no Pará e no
Maranhão o índice passa dos 30%. Em São Paulo, a média é de 7,6%.
 
Apesar de o ensino fundamental ser de responsabilidade dos municípios
- e, em menor grau, dos estados -, o MEC quer acompanhar as crianças
para que se cumpra a meta de alfabetizar todos os estudantes até os oito
anos. A avaliação é aplicada desde 2008 aos alunos do 2º ano do ensino
fundamental e serve como diagnóstico para o próprio professor
identificar o nível de alfabetização dos estudantes. Mas essa avaliação
não é nacional. O material é preparado pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), repassado para estados e
municípios e utilizado livremente. O resultado é apenas para uso
interno. A ideia inicial, de se fazer uma amostra nacional para que se
pudesse avaliar o grau de alfabetização antes de as crianças chegarem à
4.ª série - quando passam pela Prova Brasil -, nunca saiu do papel e o
MEC hoje usa dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
 
A nova Provinha Brasil será ponto central do programa Alfabetização
na Idade Certa, que o ministério pretende lançar em breve. De acordo com
Mercadante, o objetivo é garantir que todas as crianças sejam
alfabetizadas até os oito anos. Para isso, será necessário estabelecer
parcerias com as redes municipais de ensino, responsáveis pelas escolas
de educação básica. O ministro disse que as mudanças serão aplicadas na
edição de 2013.
 
Iniciativa semelhante já foi feita pelo Movimento Todos pela Educação
que, em 2011, aplicou a primeira edição da Prova ABC. Em caráter
amostral, o exame apontou que mais de 40% dos alunos que concluíram o 3°
ano do ensino fundamental não tinham a capacidade de leitura esperada
para esse nível de ensino.
(Informações da Agência Brasil e Agência Estado)
 
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