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Sem P&D não há futuro
13/03/2012
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=81510
Coluna de Josué Gomes da Silva publicada na Folha de São Paulo de domingo (11).
Enfrentamos práticas legalmente questionáveis e
desleais de países que colocam suas mercadorias a preços artificiais. O
tsunami de dólares, cujo epicentro é a expansão monetária nos países
desenvolvidos, atraído por nossas generosas taxas de juros, contribui
para sobrevalorizar o câmbio, agravando o quadro e somando-se ao custo
Brasil.
Por outro lado, em um hercúleo esforço para aumentar sua
competitividade, nossa indústria tem aportado crescentes recursos no
desenvolvimento de novas tecnologias e na capacitação de recursos
humanos. Mas poderia investir muito mais em pesquisas, inovação e
ciência, se não fossem os ônus trazidos por carga tributária, juros,
infraestrutura cara e precária e demais ineficiências da economia.
É urgente e imperiosa a solução para tais gargalos. Uma vez
implementada, criará condições isonômicas de competição para nossas
empresas. Mas o que garantirá a competitividade futura da indústria será
o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Felizmente,
surge uma possibilidade de incremento: a iniciativa conjunta do governo e
da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para criar a Empresa
Brasileira de Pesquisas Industriais (Embrapii).
Com baixo custo para o Estado, expressiva participação do universo
corporativo e somando visão empresarial e espírito da academia, a
organização deverá tornar-se legítima e ser importante parceria
público-privada no aproveitamento das estruturas de pesquisa, inovação e
desenvolvimento dos diversos segmentos do setor manufatureiro.
Ótimo pressuposto para acreditarmos no seu sucesso é a existência da
vitoriosa Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que
promoveu uma revolução de produtividade e avanço do agronegócio
brasileiro, contribuindo para que ele se tornasse um dos grandes pilares
da economia e fosse responsável, ao lado das commodities minerais, pelo
superavit comercial. Esperamos que a Embrapii faça pela indústria o
mesmo que a bem-sucedida Embrapa fez pelo agronegócio.
A criação da Embrapii, na sequência da instituição do programa
Ciência sem Fronteiras, poderá dar musculatura para o Brasil em P&D.
As metas desse programa de concessão, até 2014, de milhares de bolsas
de estudo em boas universidades internacionais para pesquisadores e
estudantes de nível médio deverão garantir recursos humanos aos centros
de pesquisa do País e tornar a inovação o grande diferencial competitivo
do Brasil.
Enfrentamos práticas legalmente questionáveis e
desleais de países que colocam suas mercadorias a preços artificiais. O
tsunami de dólares, cujo epicentro é a expansão monetária nos países
desenvolvidos, atraído por nossas generosas taxas de juros, contribui
para sobrevalorizar o câmbio, agravando o quadro e somando-se ao custo
Brasil.
Por outro lado, em um hercúleo esforço para aumentar sua
competitividade, nossa indústria tem aportado crescentes recursos no
desenvolvimento de novas tecnologias e na capacitação de recursos
humanos. Mas poderia investir muito mais em pesquisas, inovação e
ciência, se não fossem os ônus trazidos por carga tributária, juros,
infraestrutura cara e precária e demais ineficiências da economia.
É urgente e imperiosa a solução para tais gargalos. Uma vez
implementada, criará condições isonômicas de competição para nossas
empresas. Mas o que garantirá a competitividade futura da indústria será
o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Felizmente,
surge uma possibilidade de incremento: a iniciativa conjunta do governo e
da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para criar a Empresa
Brasileira de Pesquisas Industriais (Embrapii).
Com baixo custo para o Estado, expressiva participação do universo
corporativo e somando visão empresarial e espírito da academia, a
organização deverá tornar-se legítima e ser importante parceria
público-privada no aproveitamento das estruturas de pesquisa, inovação e
desenvolvimento dos diversos segmentos do setor manufatureiro.
Ótimo pressuposto para acreditarmos no seu sucesso é a existência da
vitoriosa Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que
promoveu uma revolução de produtividade e avanço do agronegócio
brasileiro, contribuindo para que ele se tornasse um dos grandes pilares
da economia e fosse responsável, ao lado das commodities minerais, pelo
superavit comercial. Esperamos que a Embrapii faça pela indústria o
mesmo que a bem-sucedida Embrapa fez pelo agronegócio.
A criação da Embrapii, na sequência da instituição do programa
Ciência sem Fronteiras, poderá dar musculatura para o Brasil em P&D.
As metas desse programa de concessão, até 2014, de milhares de bolsas
de estudo em boas universidades internacionais para pesquisadores e
estudantes de nível médio deverão garantir recursos humanos aos centros
de pesquisa do País e tornar a inovação o grande diferencial competitivo
do Brasil.