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Com aposentadorias, falta de professores deflagra crise na USP
24/02/2012
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=81244
Universidade pode perder 40% do corpo docente em cinco anos.
A Universidade de São Paulo (USP) pode perder 40%
de seus professores em cinco anos por conta de aposentadorias. O quadro é
considerado "crítico" pela mais importante universidade do país.
Documento da reitoria enviado à Assembleia diz ainda que 25% dos
docentes poderiam pedir agora a aposentadoria (1.500 em 5.800).
Dirigentes da universidade disseram que a situação é "caótica", pois
muitos professores já estão se aposentando, mas não há reposição.
Para tentar contornar a situação, o governador Geraldo Alckmin (PSDB)
enviou projeto de lei à Assembleia, pedindo autorização para contratar
2.700 professores. Esse é o primeiro passo para que um docente ingresse
na escola. Após a eventual aprovação no Legislativo, é preciso
autorização interna para abertura de concurso e seleção dos candidatos.
A própria reitoria informou ontem (16) que os 2.700 postos não serão
abertos de uma vez. "A aposentadoria desse pessoal demonstra a
proximidade de situação crítica", diz o reitor João Grandino Rodas na
defesa do projeto.
Cortes - O docente é obrigado a se aposentar aos 70
anos, mas pode se retirar aos 65, dependendo do tempo de serviço. "Já
estamos no caos", afirmou o chefe do departamento de administração da
FEA, Adalberto Fischmann. Ele afirma que o número de professores no seu
setor caiu de 97 para 72 nesta década. E outros 38 devem se aposentar em
cinco anos.
Para comportar o aumento de alunos no período, disciplinas têm sido
cortadas e há turmas com 80 estudantes. "É um número indesejável. O
ideal seria, no máximo, 35." Ele se mostra pessimista para os próximos
anos. "Mesmo que a Assembleia aprove o projeto, vai demorar para os
novos começarem a atuar."
Chefe do departamento de contabilidade e atuária da FEA, Edgard
Cornacchione diz que a pós-graduação é a mais preocupante. "Para um
professor ser 'senior', leva uns 12 anos. A falta de pesquisadores
experientes pode prejudicar as pesquisas."
O docente do Instituto de Física e ex-presidente da Adusp (sindicato
docente) João Zanetic se aposentará em 2013. Para ele, há demora nas
contratações. "Antes, havia restrições orçamentárias. Agora há recursos,
mas a reitoria prefere fazer obras." A reitoria afirma que a
contratação demora por conta dos diversos ritos exigidos. Só no
Executivo, diz, o processo passa por cinco secretarias.
(Folha de São Paulo)
A Universidade de São Paulo (USP) pode perder 40%
de seus professores em cinco anos por conta de aposentadorias. O quadro é
considerado "crítico" pela mais importante universidade do país.
Documento da reitoria enviado à Assembleia diz ainda que 25% dos
docentes poderiam pedir agora a aposentadoria (1.500 em 5.800).
Dirigentes da universidade disseram que a situação é "caótica", pois
muitos professores já estão se aposentando, mas não há reposição.
Para tentar contornar a situação, o governador Geraldo Alckmin (PSDB)
enviou projeto de lei à Assembleia, pedindo autorização para contratar
2.700 professores. Esse é o primeiro passo para que um docente ingresse
na escola. Após a eventual aprovação no Legislativo, é preciso
autorização interna para abertura de concurso e seleção dos candidatos.
A própria reitoria informou ontem (16) que os 2.700 postos não serão
abertos de uma vez. "A aposentadoria desse pessoal demonstra a
proximidade de situação crítica", diz o reitor João Grandino Rodas na
defesa do projeto.
Cortes - O docente é obrigado a se aposentar aos 70
anos, mas pode se retirar aos 65, dependendo do tempo de serviço. "Já
estamos no caos", afirmou o chefe do departamento de administração da
FEA, Adalberto Fischmann. Ele afirma que o número de professores no seu
setor caiu de 97 para 72 nesta década. E outros 38 devem se aposentar em
cinco anos.
Para comportar o aumento de alunos no período, disciplinas têm sido
cortadas e há turmas com 80 estudantes. "É um número indesejável. O
ideal seria, no máximo, 35." Ele se mostra pessimista para os próximos
anos. "Mesmo que a Assembleia aprove o projeto, vai demorar para os
novos começarem a atuar."
Chefe do departamento de contabilidade e atuária da FEA, Edgard
Cornacchione diz que a pós-graduação é a mais preocupante. "Para um
professor ser 'senior', leva uns 12 anos. A falta de pesquisadores
experientes pode prejudicar as pesquisas."
O docente do Instituto de Física e ex-presidente da Adusp (sindicato
docente) João Zanetic se aposentará em 2013. Para ele, há demora nas
contratações. "Antes, havia restrições orçamentárias. Agora há recursos,
mas a reitoria prefere fazer obras." A reitoria afirma que a
contratação demora por conta dos diversos ritos exigidos. Só no
Executivo, diz, o processo passa por cinco secretarias.
(Folha de São Paulo)