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Floresta Amazônica é mapeada em detalhes sem precedentes
31/01/2012
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80944
Projeto usa avião para fazer imagens em três dimensões da selva e medir sua biodiversidade.
Um projeto chamado Carnegie Airborne Observatory
acaba de produzir um mapa com detalhes sem precedentes da Floresta
Amazônica. Instalado em uma avião bimotor voando a 5 mil metros de
altitude, um equipamento conhecido como Lidar lança raios laser nas
copas das árvores abaixo 400 mil vezes por segundo, gerando uma imagem
em três dimensões da selva. Junto a ele, um espectrômetro mantido a -131
graus Celsius mede a biodiversidade da mata, registrando em cores vivas
as propriedades químicas e óticas.
"A tecnologia que temos aqui nos dá pela primeira vez uma visão da
Amazônia em detalhes em três dimensões ao longo de regiões muito
grandes", contou o ecologista Greg Asner, líder da pesquisa para a
Carnegie Institution for Science, baseada na Universidade de Stanford,
ao jornal britânico Guardian. "Esse é o tipo de informação crítica que
falta para o gerenciamento destes sistemas, sua conservação e o
desenvolvimento de políticas para melhor usar a Bacia Amazônica como
fonte de recursos enquanto ao mesmo tempo protegemos o que ela tem em
termos de diversidade biológica."
Além de medir como o ecossistema da floresta está reagindo à seca de
2010, a maior já registrada na região, o projeto monitora o desmatamento
e degradação da Amazônia, revelando um alto grau de biodiversidade
desde a borda dos Andes até as planícies da bacia.
Os dados também serão fundamentais para subsidiar o REDD (sigla em
inglês para "redução de emissões do desmatamento e degradação das
florestas"), acordo em negociação no âmbito das Nações Unidas que
pretende compensar financeiramente países para que mantenham suas matas
em pé. "O REDD não pode existir sem dados cientificamente monitorados
dos estoques de carbono", explicou Asner.
(O Globo - 27/1)
Um projeto chamado Carnegie Airborne Observatory
acaba de produzir um mapa com detalhes sem precedentes da Floresta
Amazônica. Instalado em uma avião bimotor voando a 5 mil metros de
altitude, um equipamento conhecido como Lidar lança raios laser nas
copas das árvores abaixo 400 mil vezes por segundo, gerando uma imagem
em três dimensões da selva. Junto a ele, um espectrômetro mantido a -131
graus Celsius mede a biodiversidade da mata, registrando em cores vivas
as propriedades químicas e óticas.
"A tecnologia que temos aqui nos dá pela primeira vez uma visão da
Amazônia em detalhes em três dimensões ao longo de regiões muito
grandes", contou o ecologista Greg Asner, líder da pesquisa para a
Carnegie Institution for Science, baseada na Universidade de Stanford,
ao jornal britânico Guardian. "Esse é o tipo de informação crítica que
falta para o gerenciamento destes sistemas, sua conservação e o
desenvolvimento de políticas para melhor usar a Bacia Amazônica como
fonte de recursos enquanto ao mesmo tempo protegemos o que ela tem em
termos de diversidade biológica."
Além de medir como o ecossistema da floresta está reagindo à seca de
2010, a maior já registrada na região, o projeto monitora o desmatamento
e degradação da Amazônia, revelando um alto grau de biodiversidade
desde a borda dos Andes até as planícies da bacia.
Os dados também serão fundamentais para subsidiar o REDD (sigla em
inglês para "redução de emissões do desmatamento e degradação das
florestas"), acordo em negociação no âmbito das Nações Unidas que
pretende compensar financeiramente países para que mantenham suas matas
em pé. "O REDD não pode existir sem dados cientificamente monitorados
dos estoques de carbono", explicou Asner.
(O Globo - 27/1)