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MEC admite ampliar anulação de questões do Enem para cursinho
22/12/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80620
Medida valerá se PF provar que mais alunos tiveram acesso às questões.
O Ministério da Educação (MEC) informou ontem (20)
que pode ampliar a quantidade de estudantes com questões anuladas no
último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caso um inquérito da
Polícia Federal aponte que vazamento já constatado no Ceará tenha sido
mais amplo do que o apurado até agora. A previsão é que o inquérito da
polícia seja concluído já nos próximos dias.
Por enquanto, foram anuladas 14 questões para 639 alunos do Colégio
Christus, de Fortaleza (CE). Esses estudantes tiveram contato com essas
questões semanas antes do exame nacional, durante um simulado. Segundo a
Polícia Federal, um professor da instituição copiou dois cadernos de
prova quando o ministério aplicou um pré-teste para alunos do colégio há
um ano.
O pré-teste é a aplicação, em caráter experimental, de uma prova a
estudantes de determinados colégios para avaliar se questões elaboradas
para o Enem podem compor o banco de reserva do exame.
Mais beneficiados - O Ministério Público Federal do
Ceará afirma que o vazamento de questões não beneficiou apenas os 639
alunos do último ano do ensino médio do Colégio Christus. Segundo o
órgão, o MEC tinha a informação de que as questões suspeitas foram
transmitidas também para alunos do cursinho pré-vestibular e para outro
colégio da mesma rede. Só do pré-vestibular do Christus, outros 300
alunos podem ter sido beneficiados, diz o Ministério Público.
O procurador Oscar Costa Filho, que investiga o vazamento na esfera
cível, afirmou à Folha que o Inep - órgão ligado ao MEC responsável pelo
Enem - encaminhou à Polícia Federal um ofício no dia 10 de novembro
questionando se outros alunos da mesma rede do colégio de Fortaleza
tiveram acesso às questões que vazaram. De acordo com o Ministério
Público, a resposta à pergunta foi afirmativa.
Anteriormente, o MEC havia dito que as informações da Polícia Federal
mostravam haver indícios de que outros estudantes tiveram acesso às
questões, mas que não havia ainda provas.
(Folha de São Paulo)
O Ministério da Educação (MEC) informou ontem (20)
que pode ampliar a quantidade de estudantes com questões anuladas no
último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caso um inquérito da
Polícia Federal aponte que vazamento já constatado no Ceará tenha sido
mais amplo do que o apurado até agora. A previsão é que o inquérito da
polícia seja concluído já nos próximos dias.
Por enquanto, foram anuladas 14 questões para 639 alunos do Colégio
Christus, de Fortaleza (CE). Esses estudantes tiveram contato com essas
questões semanas antes do exame nacional, durante um simulado. Segundo a
Polícia Federal, um professor da instituição copiou dois cadernos de
prova quando o ministério aplicou um pré-teste para alunos do colégio há
um ano.
O pré-teste é a aplicação, em caráter experimental, de uma prova a
estudantes de determinados colégios para avaliar se questões elaboradas
para o Enem podem compor o banco de reserva do exame.
Mais beneficiados - O Ministério Público Federal do
Ceará afirma que o vazamento de questões não beneficiou apenas os 639
alunos do último ano do ensino médio do Colégio Christus. Segundo o
órgão, o MEC tinha a informação de que as questões suspeitas foram
transmitidas também para alunos do cursinho pré-vestibular e para outro
colégio da mesma rede. Só do pré-vestibular do Christus, outros 300
alunos podem ter sido beneficiados, diz o Ministério Público.
O procurador Oscar Costa Filho, que investiga o vazamento na esfera
cível, afirmou à Folha que o Inep - órgão ligado ao MEC responsável pelo
Enem - encaminhou à Polícia Federal um ofício no dia 10 de novembro
questionando se outros alunos da mesma rede do colégio de Fortaleza
tiveram acesso às questões que vazaram. De acordo com o Ministério
Público, a resposta à pergunta foi afirmativa.
Anteriormente, o MEC havia dito que as informações da Polícia Federal
mostravam haver indícios de que outros estudantes tiveram acesso às
questões, mas que não havia ainda provas.
(Folha de São Paulo)