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Educadores temem Mercadante no MEC
21/12/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80596
Matéria da
Folha de São Paulo afirma que dirigentes da educação básica lembram
críticas de petista ao sistema de ciclos e sugere boa receptividade de
reitores das universidades federais à mudança.
O nome de Aloizio Mercadante para o Ministério da
Educação (MEC) causa apreensão em dirigentes da educação básica, mas tem
boa receptividade entre reitores de universidades federais, que têm bom
diálogo com ele em sua atual função de ministro da Ciência, Tecnologia e
Inovação.
O "Painel" da Folha informou ontem que a presidente Dilma Rousseff
escolheu Mercadante como sucessor de Fernando Haddad, que deixará o
cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo.
A Folha apurou junto a lideranças do setor e a secretários de
Educação que um dos temores é que Mercadante, justamente por vir da
pasta de Ciência e Tecnologia, mais ligada a temas relacionados ao
ensino superior, dê prioridade a esta área em detrimento dos
investimentos no ensino básico.
Há também inquietação de gestores da educação básica com
posicionamentos feitos no passado pelo ministro em relação a alguns
temas, como a política de ciclos e o uso de tecnologia em sala de aula.
Campanha de 2010 - Em sua campanha para o governo de
São Paulo no ano passado, uma das bandeiras de Mercadante foi o fim do
que ele chamou de aprovação automática. O Ministério da Educação, no
entanto, é favorável ao sistema nas séries iniciais do ensino
fundamental, para dar mais tempo para o aluno aprender antes de ser
reprovado precocemente. Como gestor federal, Mercadante não teria
autonomia para acabar com o chamado sistema de ciclos - como é conhecida
esta política - no País, mas o Ministério da Educação tem papel
fundamental de indutor.
Outra preocupação de dirigentes da educação básica é a excessiva
ênfase, na avaliação de algumas lideranças e especialistas, no uso da
tecnologia. Quando candidato ao governo do estado, ele chegou a prometer
dar um laptop para cada professor. Os estudos sobre os impactos dessas
tecnologias no aprendizado dos alunos, no entanto, ainda são
inconclusivos.
Os dirigentes da educação básica consultados pela Folha torciam por
uma solução caseira, do atual secretário-executivo da pasta, José
Henrique Paim Fernandes. O "Painel" informou, no entanto, que Dilma
preferiu justamente um nome de peso.
Haddad, ao assumir o ministério em 2005, era um quadro técnico do PT,
sem peso político, e iniciou sua gestão no ministério dialogando muito
com secretários municipais e estaduais. Mercadante, ao contrário, é um
nome histórico do partido. O receio dos secretários é que ele promova
mudanças bruscas e impostas sem consulta aos secretários.
(Folha de São Paulo)
Folha de São Paulo afirma que dirigentes da educação básica lembram
críticas de petista ao sistema de ciclos e sugere boa receptividade de
reitores das universidades federais à mudança.
O nome de Aloizio Mercadante para o Ministério da
Educação (MEC) causa apreensão em dirigentes da educação básica, mas tem
boa receptividade entre reitores de universidades federais, que têm bom
diálogo com ele em sua atual função de ministro da Ciência, Tecnologia e
Inovação.
O "Painel" da Folha informou ontem que a presidente Dilma Rousseff
escolheu Mercadante como sucessor de Fernando Haddad, que deixará o
cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo.
A Folha apurou junto a lideranças do setor e a secretários de
Educação que um dos temores é que Mercadante, justamente por vir da
pasta de Ciência e Tecnologia, mais ligada a temas relacionados ao
ensino superior, dê prioridade a esta área em detrimento dos
investimentos no ensino básico.
Há também inquietação de gestores da educação básica com
posicionamentos feitos no passado pelo ministro em relação a alguns
temas, como a política de ciclos e o uso de tecnologia em sala de aula.
Campanha de 2010 - Em sua campanha para o governo de
São Paulo no ano passado, uma das bandeiras de Mercadante foi o fim do
que ele chamou de aprovação automática. O Ministério da Educação, no
entanto, é favorável ao sistema nas séries iniciais do ensino
fundamental, para dar mais tempo para o aluno aprender antes de ser
reprovado precocemente. Como gestor federal, Mercadante não teria
autonomia para acabar com o chamado sistema de ciclos - como é conhecida
esta política - no País, mas o Ministério da Educação tem papel
fundamental de indutor.
Outra preocupação de dirigentes da educação básica é a excessiva
ênfase, na avaliação de algumas lideranças e especialistas, no uso da
tecnologia. Quando candidato ao governo do estado, ele chegou a prometer
dar um laptop para cada professor. Os estudos sobre os impactos dessas
tecnologias no aprendizado dos alunos, no entanto, ainda são
inconclusivos.
Os dirigentes da educação básica consultados pela Folha torciam por
uma solução caseira, do atual secretário-executivo da pasta, José
Henrique Paim Fernandes. O "Painel" informou, no entanto, que Dilma
preferiu justamente um nome de peso.
Haddad, ao assumir o ministério em 2005, era um quadro técnico do PT,
sem peso político, e iniciou sua gestão no ministério dialogando muito
com secretários municipais e estaduais. Mercadante, ao contrário, é um
nome histórico do partido. O receio dos secretários é que ele promova
mudanças bruscas e impostas sem consulta aos secretários.
(Folha de São Paulo)