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BNDES se prepara para ser sócio da Foxconn no Brasil, diz Mercadante
05/09/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79114
De acordo
com o ministro, o banco deve ser sócio da companhia taiwanesa em uma
fábrica de telas de toque no Brasil, o componente mais importante dos
tablets; o valor do investimento do governo nessa unidade ainda estaria
sendo negociado.
O BNDES se prepara para virar sócio da Foxconn no
principal investimento da gigante taiwanesa no Brasil, a fábrica de
telas de toque - o componente mais importante dos tablets -, informou o
ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). O valor do
investimento do governo ainda não está definido, segundo as negociações,
que correm em sigilo. "O governo vai ter de entrar com uma parte desse
investimento, mas tudo o que estiver ao nosso alcance para trazer o
investimento, vamos fazer", afirmou o ministro.
Ainda não há prazo definido para o início do projeto da nova fábrica,
e sua localização também é incerta. Nessa fase das negociações, o
governo busca reunir dois tipos de sócios brasileiros para o
investimento - estimado em US$ 8 bilhões, dos US$ 12 bilhões que a
Foxconn teria prometido investir no Brasil. Parte dos sócios deve ter o
perfil de indústrias tecnológicas, para absorver a tecnologia de
produção das telas de toque.
O governo também busca sócios privados "com musculatura financeira"
para entrar no negócio com a Foxconn. "Temos de compor um bloco de
investidores, com força financeira e tecnológica." A partir da
capacidade de investimento desses sócios, será calculada a parcela do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social no negócio.
Segundo o ministro, trata se de uma operação "altamente complexa". O
Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) já participa das
negociações, ao lado de uma consultoria internacional contratada pelo
Ministério de Ciência e Tecnologia, para
avaliar as oportunidades do Brasil nos investimentos da chamada fronteira tecnológica.
As telas de toque, também conhecidas como telas planas de filme fino,
as TFT (thin film technology), são produzidas em apenas quatro países
do mundo: China, Taiwan, Coreia e Japão. "Em todos esses países, o
Estado entrou fortemente, o mercado sozinho não resolveu", disse
Mercadante, sobre a necessidade de participação estatal em investimentos
com alta tecnologia.
As telas de toque são usadas em smartphones e televisões, além dos
tablets, e são o componente mais sofisticado desses aparelhos. A ideia
do governo é atrair outras indústrias associadas à produção de
componentes, na sequência da primeira fábrica de telas de toque. "As
telas são o primeiro módulo de uma cadeia, o mais complexo e o mais
difícil", destacou Mercadante. O ministro não informou quanto a Foxconn
estabeleceu como valor mínimo de uma contrapartida financeira brasileira
para a construção dessa fábrica, que será a segunda da empresa de
Taiwan no Brasil.
Carta à presidente - As negociações ganharam ritmo mais acelerado há
três semanas, coincidindo com o envio de carta do presidente do grupo,
Terry Gou, à presidente Dilma Rousseff. No texto, Gou reafirma o
interesse em manter a promessa de investimentos feita à presidente na
viagem à China, em abril. "De fato, dei instruções a
meus colaboradores no sentido de darem início aos programas
contemplados para o Brasil com a maior brevidade possível a partir do
corrente ano", afirma o presidente da Foxconn. "Também estou
comprometido com a transferência de tecnologia, o necessário
investimento e o apoio aos sócios brasileiros, de sorte a garantir o bom
resultado de nossas atividades."
A carta também teria o objetivo de afastar rumores de incerteza nos
investimentos. Uma fábrica da Foxconn, planejada para Jundiaí(SP), já
sofreu atrasos no cronograma oficial. Por ora, o compromisso é começar a
etapa de testes este mês, e a fabricação de iPhones em outubro. A
montagem de iPads começaria em dezembro, a tempo do Natal, insistiu
Mercadante, que atribuiu o atraso a "problemas operacionais". De oito
empresas já habilitadas para a produção de tablets no Brasil, quatro
têm produtos no mercado.
(O Estado de São Paulo)
com o ministro, o banco deve ser sócio da companhia taiwanesa em uma
fábrica de telas de toque no Brasil, o componente mais importante dos
tablets; o valor do investimento do governo nessa unidade ainda estaria
sendo negociado.
O BNDES se prepara para virar sócio da Foxconn no
principal investimento da gigante taiwanesa no Brasil, a fábrica de
telas de toque - o componente mais importante dos tablets -, informou o
ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). O valor do
investimento do governo ainda não está definido, segundo as negociações,
que correm em sigilo. "O governo vai ter de entrar com uma parte desse
investimento, mas tudo o que estiver ao nosso alcance para trazer o
investimento, vamos fazer", afirmou o ministro.
Ainda não há prazo definido para o início do projeto da nova fábrica,
e sua localização também é incerta. Nessa fase das negociações, o
governo busca reunir dois tipos de sócios brasileiros para o
investimento - estimado em US$ 8 bilhões, dos US$ 12 bilhões que a
Foxconn teria prometido investir no Brasil. Parte dos sócios deve ter o
perfil de indústrias tecnológicas, para absorver a tecnologia de
produção das telas de toque.
O governo também busca sócios privados "com musculatura financeira"
para entrar no negócio com a Foxconn. "Temos de compor um bloco de
investidores, com força financeira e tecnológica." A partir da
capacidade de investimento desses sócios, será calculada a parcela do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social no negócio.
Segundo o ministro, trata se de uma operação "altamente complexa". O
Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) já participa das
negociações, ao lado de uma consultoria internacional contratada pelo
Ministério de Ciência e Tecnologia, para
avaliar as oportunidades do Brasil nos investimentos da chamada fronteira tecnológica.
As telas de toque, também conhecidas como telas planas de filme fino,
as TFT (thin film technology), são produzidas em apenas quatro países
do mundo: China, Taiwan, Coreia e Japão. "Em todos esses países, o
Estado entrou fortemente, o mercado sozinho não resolveu", disse
Mercadante, sobre a necessidade de participação estatal em investimentos
com alta tecnologia.
As telas de toque são usadas em smartphones e televisões, além dos
tablets, e são o componente mais sofisticado desses aparelhos. A ideia
do governo é atrair outras indústrias associadas à produção de
componentes, na sequência da primeira fábrica de telas de toque. "As
telas são o primeiro módulo de uma cadeia, o mais complexo e o mais
difícil", destacou Mercadante. O ministro não informou quanto a Foxconn
estabeleceu como valor mínimo de uma contrapartida financeira brasileira
para a construção dessa fábrica, que será a segunda da empresa de
Taiwan no Brasil.
Carta à presidente - As negociações ganharam ritmo mais acelerado há
três semanas, coincidindo com o envio de carta do presidente do grupo,
Terry Gou, à presidente Dilma Rousseff. No texto, Gou reafirma o
interesse em manter a promessa de investimentos feita à presidente na
viagem à China, em abril. "De fato, dei instruções a
meus colaboradores no sentido de darem início aos programas
contemplados para o Brasil com a maior brevidade possível a partir do
corrente ano", afirma o presidente da Foxconn. "Também estou
comprometido com a transferência de tecnologia, o necessário
investimento e o apoio aos sócios brasileiros, de sorte a garantir o bom
resultado de nossas atividades."
A carta também teria o objetivo de afastar rumores de incerteza nos
investimentos. Uma fábrica da Foxconn, planejada para Jundiaí(SP), já
sofreu atrasos no cronograma oficial. Por ora, o compromisso é começar a
etapa de testes este mês, e a fabricação de iPhones em outubro. A
montagem de iPads começaria em dezembro, a tempo do Natal, insistiu
Mercadante, que atribuiu o atraso a "problemas operacionais". De oito
empresas já habilitadas para a produção de tablets no Brasil, quatro
têm produtos no mercado.
(O Estado de São Paulo)