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CNPq na Reunião Anual da SBPC: Do solo antártico à captura do mosquito da dengue
14/07/2008
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57263
O estande de projetos do CNPq faz parte da 16º Mostra de Ciência e Tecnologia (ExpoT&C), localizada no pavilhão ao lado do Ginásio Multidisciplinar da Unicamp <BR><BR>Uma armadilha para capturar o mosquito da dengue, um modelo real de solo antártico e chips construídos por pesquisadores brasileiros são apenas uma mostra do que o CNPq apresenta na 60ª Reunião Anual da SBPC, que se realiza em Campinas (SP), de 13 a 18 de julho<BR><BR>O estande de projetos do CNPq faz parte da 16º Mostra de Ciência e Tecnologia (ExpoT&C), localizada no pavilhão ao lado do Ginásio Multidisciplinar da Unicamp.<BR><BR>Os trabalhos apresentados serão os projetos do professor Carlos Schaefer, da Universidade Federal de Viçosa, com monolitos do solo antártico e do solo brasileiro; do professor Álvaro Eiras, da Universidade Federal de Minas Gerais, com o Mosquitrap, uma armadilha para pegar mosquitos da dengue; da professora Edna Barros, da Universidade Federal de Pernambuco, com chips decodificadores de MP3 e MPEG4. <BR><BR><STRONG>Palestras</STRONG><BR><BR>Durante a abertura da Reunião Anual, no dia 13/7, o CNPq entrega o 28º Prêmio José Reis de Divulgação Científica 2008. Concedido pela agência como reconhecimento àqueles que se dedicam à produção e difusão do conhecimento científico e incentivam o progresso da ciência e tecnologia no país, a edição deste ano contempla a modalidade de Jornalismo Científico.<BR><BR>Recebe o prêmio a jornalista Alicia Ivanissevich, do Instituto Ciência Hoje. Ela e os agraciados do 5º Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica, edição 2007, terão espaço para apresentarem palestras sobre o tema de seus trabalhos durante o dia 15 de julho na SBPC.<BR><BR>No dia 14 de julho, o CNPq lança a edição 2008 do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, uma iniciativa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Educação, Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq e Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. <BR><BR><STRONG>Mesa-redonda e simpósio</STRONG><BR><BR>O presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, participa da mesa-redonda 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos: Ciência como direito no Brasil, no dia 16/07, às 14h. No mesmo dia e horário, a professora Wrana Panizzi, representando o CNPq, estará presente na mesa-redonda Políticas de Pós-Graduação e Iniciação Científica. Já o diretor de Programas Horizontais e Instrumentais do CNPq, José Roberto Drugowich, faz uma apresentação, no dia 17, às 16 h, no Simpósio Sistemas de Avaliação das Agências de Fomento.<BR><BR><STRONG>Projetos de tecnologia inovadora - Expo T&C</STRONG><BR><BR>Dengue - Mais de 30 cidades brasileiras sofreram com surtos de dengue em 2008. Considerada uma doença negligenciada, que atinge mais de 100 países e coloca em risco 2,5 bilhões de pessoas no mundo, a dengue não possui vacina, e a única medida disponível para interromper a difusão da doença é o combate ao seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti. <BR><BR>Uma parceria entre universidade e empresa, coordenada pelo professor Álvaro Eiras, biólogo da UFMG, resultou no desenvolvimento de uma tecnologia inovadora: o Monitoramento Inteligente da Dengue (MI-Dengue).<BR><BR>A nova tecnologia será levada para o estande do CNPq e consiste de três ferramentas: a armadilha MosquiTRAP, que captura fêmeas grávidas de A. aegypti no momento da deposição dos ovos; o atraente sintético de oviposição (AtrAedes), que aumenta o potencial e especificidade da armadilha; e um sistema de informação on-line, via internet, de mapas semanais georeferenciados (GIS), que monitora a presença e o nível de infestação do vetor em áreas urbanas para os gestores municipais de saúde. <BR><BR>Circuitos Integrados - Outro projeto que também será levado pelo CNPq é o resultado do trabalho de um grupo de pesquisadores brasileiros que desenvolveu, pela primeira vez em uma universidade brasileira: três circuitos integrados complexos, seguindo padrões internacionais de qualidade.<BR><BR>Os três circuitos foram projetados por grupos de alunos do Centro de Informática da UFPE, do Instituto de Computação (Unicamp) e do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Os centros fazem parte do Projeto Brazil-IP, financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por intermédio do CNPq.<BR><BR>O projeto, administrado pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene/MCT), contou com a participação de mais de setenta alunos e 16 professores de oito universidades. Os pesquisadores trabalharam em todas as etapas do desenvolvimento dos três circuitos integrados: um processador 8051, um decodificador MP3 e um decodificador MPEG4. Os três chips são conhecidos internacionalmente, pois são peças-chave na composição de vários sistemas utilizados na área de TV digital e multimídia. Por exemplo, uma versão ampliada do decodificador MPEG4 está no coração de todo setop-box, equipamento necessário ao funcionamento de um aparelho de TV digital.<BR><BR>Modelos de solo antártico e brasileiro - Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), apoiados pelo CNPq, desenvolveram uma pesquisa para organizar uma coleção de solos de referência do Brasil. O projeto, coordenado pelo pesquisador Carlos Schaefer, criou um banco de dados dos solos brasileiros, por meio da coleta de perfis completos, sobre vegetação primária, extraídos e preparados como monolitos, ou seja, modelos reais do solo. <BR><BR>A coleção está, atualmente, exposta no Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeff, do Departamento de Solos da UFV. “Oferecemos uma coleção única de materiais de solos e rochas em todo o estado de MG, que recebe grande visitação por parte dos alunos de ensino fundamental e médio”, disse o pesquisador Carlos Schaefer.<BR><BR>Os monolitos são também instrumentos de aprendizagem para as oficinas de educação ambiental, oferecidas no museu, e visam servir de subsídios para programas de educação voltados para a conservação dos solos e do meio ambiente.<BR><BR>Em 2007, com o Ano Polar Internacional, um novo projeto agregou informações à coleção de solos. O projeto aprovado no Ano Polar foi responsável pelo mapeamento de solos e monitoramento de mudanças climáticas dos solos e permafrost da Antártica Marítima. Deste novo estudo, foram desenvolvidos monolitos de solo antártico, que são um modelo real do solo antártico. Estes modelos estão sendo estudados e comparados aos modelos reais de solos brasileiros disponíveis na coleção.<BR><BR><STRONG>Ciência e tecnologia para jovens</STRONG><BR><BR>O CNPq também vai participar desse incentivo ao futuro pesquisador e levará para a SBPC Jovem o grupo de teatro “Casa da Ciência”, do Centro de Terapia Celular (CTC), da Universidade de São Paulo/Ribeirão Preto (SP).<BR><BR>O grupo fará a apresentação da peça teatral “Relíquias do Sangue e Sara”, encenada por 12 alunos, um projeto de divulgação científica com conceitos científicos trabalhados nas atividades da Casa da Ciência do Hemocentro, junto com os pesquisadores. Depois da apresentação, os alunos conversarão com a platéia sobre os temas abordados na peça.<BR><BR>O Programa Casa da Ciência é coordenado pela professora Marisa Ramos Barbieri, da Universidade de São Paulo, e, além do grupo de teatro, também promove uma série de atividades para os futuros pesquisadores levarem aos seus colegas estudantes nas escolas de todo Brasil, como exposições, aulas e histórias em quadrinhos.<BR><FONT size=1>(Assessoria de Comunicação Social do CNPq)<BR><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57263">http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57263</A></FONT>