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Dilma Rousseff será a primeira mulher a presidir o Brasil
03/11/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=74420
Candidata do governo vence segundo turno com 56% dos votos. Campanha considerou educação e C&T entre seus pontos prioritários, mas focou pouco em propostas<BR><BR>
<P>A eleição de Dilma Rousseff sinaliza continuidade na política educacional e científica empreendida pelo governo comandado pelo PT desde 2003. Ao final de sua campanha, a então candidata do PT apresentou 13 pontos programáticos de sua gestão, que incluem: defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável; garantir educação para a igualdade social, cidadania e o desenvolvimento; transformar o Brasil em potência científica e tecnológica. De forma concreta, porém, o debate sobre esses temas não foi aprofundado durante a campanha eleitoral, iniciada oficialmente em julho.</P>
<P>Como parte da mobilização em torno do desenvolvimento científico e tecnológico e da melhoria da qualidade da educação, a SBPC convidou os três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas para palestras durante a 62ª Reunião Anual, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, ocorrida no fim de julho. Compareceram Marina Silva (PV), que teve 19% dos votos válidos no primeiro turno das eleições, e Dilma Rousseff. José Serra, que disputou com Dilma o segundo turno, não participou do evento, alegando incompatibilidade de agenda.</P>
<P>Com exceção dos discursos das duas candidatas na Reunião Anual, porém, as propostas para ciência, tecnologia e inovação estiveram à margem do processo eleitoral. Em que pese o fato de programas de governo detalhados fazerem falta em todas as candidaturas, a política científica marcou presença apenas em tópicos pontuais. Embora a prioridade para a educação tenha sido um mantra repetido, pouco foi divulgado em termos de propostas específicas.</P>
<P>No discurso na Reunião Anual e em outras ocasiões, Dilma discursou a favor de uma visão integrada da educação, com investimentos em todos os níveis, do básico ao superior. Na reunião em Natal e em encontro durante a campanha do segundo turno, a presidenta eleita defendeu o aumento dos investimentos totais em pesquisa e desenvolvimento para entre 1,8% e 2% do Produto Interno Bruto (PIB).</P>
<P>Nesse encontro, Dilma também recebeu o documento "Agenda de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Brasil", elaborado pela SBPC e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC). O texto reúne propostas das duas principais entidades acadêmicas do país para o próximo governo federal nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e educação, e foi entregue também ao candidato José Serra.</P>
<P>Na ocasião, Dilma voltou a afirmar que, em seu governo as áreas da educação, ciência e tecnologia terão os recursos necessários para se desenvolver. "É preciso que o Estado nacional dê conta dos investimentos em ciência e tecnologia porque, infelizmente, o nosso país não tem tradição de investimento privado nessas áreas como há em outros países", comparou. "Para fazer inovação e política científica e tecnológica é preciso pesquisadores, recursos e formação nas universidades federais", apontou.</P>
<P>A então candidata também afirmou que o Brasil necessita de cientistas, tecnólogos e profissionais do ensino técnico para geração de empregos de qualidade e com melhores salários no país. "Cientistas são importantes porque iluminam áreas do conhecimento e levam o país a ser capaz de criar toda uma cadeia de universidades e centros de pesquisa e de fabricar produtos com maior agregado, que geram salários cada vez mais altos para a população", analisou. "Quando os cientistas ficam lá pensando, pesquisando e criando, eles estão melhorando o emprego da 'dona Maria' lá na ponta", concluiu.</P>
<P>Segundo Dilma, a qualidade de ensino do país também será um compromisso estratégico em seu governo, e terá como objetivo assegurar que o Brasil dê um salto para se tornar um país desenvolvido. "A educação de qualidade é o próximo grande passo que tem que ser dado para que o Brasil, de fato, elimine as desigualdades sociais e assegure oportunidades iguais de melhorar de vida das pessoas", indicou.</P>
<P>O documento da SBPC e da ABC pode ser acessado no seguinte link:</P>
<P><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/links/AgendaCT&I.pdf"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/links/AgendaCT&I.pdf</FONT></A></P>
<P>A eleição de Dilma Rousseff sinaliza continuidade na política educacional e científica empreendida pelo governo comandado pelo PT desde 2003. Ao final de sua campanha, a então candidata do PT apresentou 13 pontos programáticos de sua gestão, que incluem: defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável; garantir educação para a igualdade social, cidadania e o desenvolvimento; transformar o Brasil em potência científica e tecnológica. De forma concreta, porém, o debate sobre esses temas não foi aprofundado durante a campanha eleitoral, iniciada oficialmente em julho.</P>
<P>Como parte da mobilização em torno do desenvolvimento científico e tecnológico e da melhoria da qualidade da educação, a SBPC convidou os três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas para palestras durante a 62ª Reunião Anual, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, ocorrida no fim de julho. Compareceram Marina Silva (PV), que teve 19% dos votos válidos no primeiro turno das eleições, e Dilma Rousseff. José Serra, que disputou com Dilma o segundo turno, não participou do evento, alegando incompatibilidade de agenda.</P>
<P>Com exceção dos discursos das duas candidatas na Reunião Anual, porém, as propostas para ciência, tecnologia e inovação estiveram à margem do processo eleitoral. Em que pese o fato de programas de governo detalhados fazerem falta em todas as candidaturas, a política científica marcou presença apenas em tópicos pontuais. Embora a prioridade para a educação tenha sido um mantra repetido, pouco foi divulgado em termos de propostas específicas.</P>
<P>No discurso na Reunião Anual e em outras ocasiões, Dilma discursou a favor de uma visão integrada da educação, com investimentos em todos os níveis, do básico ao superior. Na reunião em Natal e em encontro durante a campanha do segundo turno, a presidenta eleita defendeu o aumento dos investimentos totais em pesquisa e desenvolvimento para entre 1,8% e 2% do Produto Interno Bruto (PIB).</P>
<P>Nesse encontro, Dilma também recebeu o documento "Agenda de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Brasil", elaborado pela SBPC e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC). O texto reúne propostas das duas principais entidades acadêmicas do país para o próximo governo federal nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e educação, e foi entregue também ao candidato José Serra.</P>
<P>Na ocasião, Dilma voltou a afirmar que, em seu governo as áreas da educação, ciência e tecnologia terão os recursos necessários para se desenvolver. "É preciso que o Estado nacional dê conta dos investimentos em ciência e tecnologia porque, infelizmente, o nosso país não tem tradição de investimento privado nessas áreas como há em outros países", comparou. "Para fazer inovação e política científica e tecnológica é preciso pesquisadores, recursos e formação nas universidades federais", apontou.</P>
<P>A então candidata também afirmou que o Brasil necessita de cientistas, tecnólogos e profissionais do ensino técnico para geração de empregos de qualidade e com melhores salários no país. "Cientistas são importantes porque iluminam áreas do conhecimento e levam o país a ser capaz de criar toda uma cadeia de universidades e centros de pesquisa e de fabricar produtos com maior agregado, que geram salários cada vez mais altos para a população", analisou. "Quando os cientistas ficam lá pensando, pesquisando e criando, eles estão melhorando o emprego da 'dona Maria' lá na ponta", concluiu.</P>
<P>Segundo Dilma, a qualidade de ensino do país também será um compromisso estratégico em seu governo, e terá como objetivo assegurar que o Brasil dê um salto para se tornar um país desenvolvido. "A educação de qualidade é o próximo grande passo que tem que ser dado para que o Brasil, de fato, elimine as desigualdades sociais e assegure oportunidades iguais de melhorar de vida das pessoas", indicou.</P>
<P>O documento da SBPC e da ABC pode ser acessado no seguinte link:</P>
<P><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/links/AgendaCT&I.pdf"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/links/AgendaCT&I.pdf</FONT></A></P>