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Área de petróleo terá verba para tecnologia
27/07/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=72386
Fabricantes de peças e equipamentos terão financiamento da Finep para estudos e Desenvolvimento<BR><BR>
<P>As empresas brasileiras produtoras de peças e equipamentos para exploração de petróleo vão receber R$ 130 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para desenvolver novas tecnologias e melhorar seus produtos em conjunto com centros de pesquisa.</P>
<P>Diferente do formato tradicional utilizado pela entidade, no qual cabe à academia apresentar projetos para solicitar os recursos, dessa vez a iniciativa caberá às empresas. Elas é que farão uma primeira manifestação de interesse e, só numa segunda etapa, formalizarão parceria com algum instituto de ciência e tecnologia (ICT).</P>
<P>O objetivo da Finep é atacar os gargalos na cadeia produtiva nacional do petróleo que foram identificados num amplo estudo feito pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), com apoio da Petrobrás.</P>
<P>"Há uma barreira grande entre o desenvolvimento de ciência e tecnologia e a demanda tecnológica da indústria", disse o representante do Prominp Vitor Saldanha durante uma videoconferência que reuniu industriais de 14 Estados na sexta-feira (23/7), na Confederação Nacional da Indústria (CNI). "A universidade não conhece a demanda da indústria".</P>
<P>Dificuldades</P>
<P>Além da distância entre a pesquisa acadêmica e a necessidade das empresas, o estudo do Prominp identificou dificuldades que vão desde a falta de laboratórios até problemas em produtos de base, passando por problemas de gestão. Foi constatado, por exemplo, que o material forjado utilizado na fabricação de válvulas para a indústria do petróleo é muito poroso.</P>
<P>Dos R$ 130 milhões, R$ 100 milhões serão direcionados para resolver questões como essas em seis setores: válvulas, conexões e flanges, umbilicais submarinos, calderaria, construção e instrumentação e automação.</P>
<P>Além da melhoria dos produtos de base, serão aceitos projetos para inovar equipamentos e para as chamadas pesquisas de fronteira - no caso, tecnologia para perfuração do pré-sal. Os outros R$ 30 milhões serão utilizados para equipar laboratórios.</P>
<P>O valor mínimo para cada projeto é de R$ 1 milhão e as empresas deverão apresentar uma contrapartida, que pode ser financeira ou não financeira. No último caso, são despesas que podem ser comprovadas economicamente, como horas trabalhadas de pesquisadores, por exemplo.</P>
<P>No caso das microempresas, a contrapartida exigida é de R$ 50 mil. O valor aumenta conforme o porte da empresa, de forma que as grandes empresas devem apresentar valor igual ao aportado pela Finep.</P>
<P>Preocupação</P>
<P>No debate de quinta-feira, a maior preocupação apresentada foi o prazo curto. As empresas terão de formalizar seu interesse até o dia 8 de agosto.</P>
<P>O economista da CNI, Paulo Mol, ponderou que é um prazo curto para mobilizar as empresas. Vitor Saldanha disse que o Prominp enviou carta ao Ministério de Ciência e Tecnologia pedindo mais tempo. O fortalecimento da cadeia produtiva nacional do petróleo é considerado um passo estratégico na exploração do petróleo no pré-sal.</P>
<P>Além de inovar e melhorar a qualidade dos produtos fabricados no País, é preciso que a indústria ganhe escala para poder competir com os fornecedores estrangeiros na exploração do pré-sal.</P>
<P><FONT size=1>(Lu Aiko Otta)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(O Estado de SP, 24/7)</FONT></P>
<P>As empresas brasileiras produtoras de peças e equipamentos para exploração de petróleo vão receber R$ 130 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para desenvolver novas tecnologias e melhorar seus produtos em conjunto com centros de pesquisa.</P>
<P>Diferente do formato tradicional utilizado pela entidade, no qual cabe à academia apresentar projetos para solicitar os recursos, dessa vez a iniciativa caberá às empresas. Elas é que farão uma primeira manifestação de interesse e, só numa segunda etapa, formalizarão parceria com algum instituto de ciência e tecnologia (ICT).</P>
<P>O objetivo da Finep é atacar os gargalos na cadeia produtiva nacional do petróleo que foram identificados num amplo estudo feito pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), com apoio da Petrobrás.</P>
<P>"Há uma barreira grande entre o desenvolvimento de ciência e tecnologia e a demanda tecnológica da indústria", disse o representante do Prominp Vitor Saldanha durante uma videoconferência que reuniu industriais de 14 Estados na sexta-feira (23/7), na Confederação Nacional da Indústria (CNI). "A universidade não conhece a demanda da indústria".</P>
<P>Dificuldades</P>
<P>Além da distância entre a pesquisa acadêmica e a necessidade das empresas, o estudo do Prominp identificou dificuldades que vão desde a falta de laboratórios até problemas em produtos de base, passando por problemas de gestão. Foi constatado, por exemplo, que o material forjado utilizado na fabricação de válvulas para a indústria do petróleo é muito poroso.</P>
<P>Dos R$ 130 milhões, R$ 100 milhões serão direcionados para resolver questões como essas em seis setores: válvulas, conexões e flanges, umbilicais submarinos, calderaria, construção e instrumentação e automação.</P>
<P>Além da melhoria dos produtos de base, serão aceitos projetos para inovar equipamentos e para as chamadas pesquisas de fronteira - no caso, tecnologia para perfuração do pré-sal. Os outros R$ 30 milhões serão utilizados para equipar laboratórios.</P>
<P>O valor mínimo para cada projeto é de R$ 1 milhão e as empresas deverão apresentar uma contrapartida, que pode ser financeira ou não financeira. No último caso, são despesas que podem ser comprovadas economicamente, como horas trabalhadas de pesquisadores, por exemplo.</P>
<P>No caso das microempresas, a contrapartida exigida é de R$ 50 mil. O valor aumenta conforme o porte da empresa, de forma que as grandes empresas devem apresentar valor igual ao aportado pela Finep.</P>
<P>Preocupação</P>
<P>No debate de quinta-feira, a maior preocupação apresentada foi o prazo curto. As empresas terão de formalizar seu interesse até o dia 8 de agosto.</P>
<P>O economista da CNI, Paulo Mol, ponderou que é um prazo curto para mobilizar as empresas. Vitor Saldanha disse que o Prominp enviou carta ao Ministério de Ciência e Tecnologia pedindo mais tempo. O fortalecimento da cadeia produtiva nacional do petróleo é considerado um passo estratégico na exploração do petróleo no pré-sal.</P>
<P>Além de inovar e melhorar a qualidade dos produtos fabricados no País, é preciso que a indústria ganhe escala para poder competir com os fornecedores estrangeiros na exploração do pré-sal.</P>
<P><FONT size=1>(Lu Aiko Otta)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(O Estado de SP, 24/7)</FONT></P>