Nova política de formação de professores anunciada pelo MEC é criticada

27/10/2017

 

Existem muitos pontos para se discutir sobre a formação dos professores, mas esse é um anúncio vazio, afirma Ocimar Alavarse, professor da FEUSPNa quarta-feira, 18, o Ministério da Educação (MEC) anunciou a Nova Política de Formação de Professores que tem como objetivo melhorar a qualidade e o acesso à formação inicial e continuada de professores da Educação Básica.O documento considera que a formação de professores atualmente está longe do ideal para o bom exercício da profissão e a coloca como responsável pela má qualidade dos sistemas educacionais. “A qualidade do professor é o fator que mais influencia a melhoria do aprendizado”, afirma Maria Helena Guimarães de Castro, secretária-executiva do MEC.No entanto, para especialistas, as diretrizes que compõem a nova política são questionáveis. “Existem muitos pontos para se discutir sobre a formação dos professores, mas esse é um anúncio vazio”, afirma Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP).“Reconheço que os alunos da licenciatura chegam à universidade com dificuldade e isso é um desafio para aqueles que formam os professores. Por isso, talvez, uma grande ação do MEC seria discutir com as universidades condições para se pensar a formação desses estudantes, dialogando, e não apenas anunciando um programa sem ter feito uma discussão”, completa.Alavarse acrescenta que o discurso de que a qualidade dos professores é o principal fator responsável pelo baixo rendimento dos alunos é perigoso. “Os resultados não tão bons sobre a aprendizagem dos alunos se deve muito mais a fatores externos da escola do que à atuação do professor. Por exemplo, a condição socioeconômica dos alunos e a condição de funcionamento das escolas. Você acaba culpabilizando os professores pelos resultados dos alunos”, diz.A elaboração do projeto também foi alvo de críticas. “A política de formação de professores foi definida de forma impositiva sem diálogo com entidades representativas”, afirma carta divulgada na sexta-feira, 20, por entidades científicas da área educacional (ANFOPE, ANPAE, ANPED, ABdC, CEDES e FORUMDIR).Leia na íntegra: Centro de Referências em Educação Integral

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